
O presidente Lula, Feijão e Marco Pedra, durante a entrega do Prêmio de Direitos Humanos. Foto: Divulgação
PRÊMIOS E CONDECORAÇÕES LEGITIMAM GRUPO CULTURAL AFROREGGAE NO BRASIL E NO EXTERIOR
As ações socioculturais desenvolvidas pelo Grupo Cultural AfroReggae (GCAR) no Brasil e no exterior têm seu mérito em parte mensurado pelos prêmios e homenagens concedidos por instituições nacionais e internacionais. As condecorações simbolizam o reconhecimento de alguns dos 74 projetos, entre os quais 14 grupos artísticos de música, circo e teatro, e da atuação efetiva e bem-sucedida em áreas de risco, seja na mediação de conflitos, no resgate da cidadania de jovens envolvidos com o narcotráfico ou na criação de pontes entre diversos setores da sociedade. Tudo isso tendo a cultura como pano de fundo.
Em 17 anos de história, a organização teve seu trabalho legitimado por órgãos internacionais, como a Unesco, que por duas vezes lhe conferiu reverências; pelo poder público, como o Mérito Cultural, concedido pelo Governo Federal; e pela iniciativa privada, como o Prêmio Faz Diferença, do jornal O Globo/Fecomércio. O empreendedorismo social de José Junior, co-fundador e coordenador executivo da instituição, é sublimado no mundo inteiro. Uma das condecorações mais significativas ele recebeu em 2006, no Fórum Econônico Mundial de Davos, quando eleito Jovem Líder para o Futuro Mundial.
17 ANOS DE GLÓRIAS
O Grupo Cultural AfroReggae recebeu seu primeiro prêmio apenas cinco anos depois de ser fundado, em 1993: em 98, o Orgulho Carioca, concedido pela Prefeitura do Rio de Janeiro. De lá pra cá, a instituição acumula dezenas de premiações. A primeira internacional veio em 2000, na segunda edição do Prêmio Unesco, categoria Juventude e Cidadania, criado para valorizar iniciativas brasileiras comprometidas com a paz e o desenvolvimento social, moral e cultural que ajam em congruência com os princípios da Organização das Nações Unidas. No mesmo ano, o Ministério de Multicultura do Canadá concedeu ao GCAR o Stop Racism it pelo papel de Liderança Mundial na área de Direitos Humanos.
A Unesco prestou nova homenagem, em 2006, com uma Menção Honrosa no Prêmio Madjaneet Singh pela Promoção da Tolerância e Não-Violência. A indicação partiu do Governo Federal, devido ao trabalho de inclusão social de jovens de favelas do Rio, de São Paulo e Belo Horizonte, que utiliza a educação e a cultura afro-brasileira como instrumento de mudança social. Um júri internacional credencia as ações, que devem incentivar o espírito de tolerância e não-violência nos campos da ciência, cultura, educação e comunicação.
Em 2003, o Levantando a Lona, trupe de circo cria do núcleo do Cantagalo, que reúne mais de cem jovens em torno de oficinas circenses, foi agraciado com o Prêmio Itaú-Unicef. Por acreditar que metodologias inovadoras inspiram outras instituições e projetos, o Fundo das Nações Unidas para a Infância valoriza iniciativas que ofereçam atividades complementares à escola pública para crianças e jovens de 7 a 18 anos, como é o caso deste que é um dos treze grupos artísticos do AfroReggae. No mesmo ano, Junior representou a instituição, em Brasília, ao receber das mãos do presidente Luís Inácio Lula da Silva o Prêmio Mérito Cultural
Em 2005, o júri formado por jornalistas e editores do Infoglobo, que congrega as equipes dos jornais O Globo, Extra, Diário de São Paulo e do Globo on line, definiu o Grupo Cultural AfroReggae como “um trabalho de arte e paz nas favelas” ao conceder o Prêmio Faz Diferença, categoria Personalidade do Ano. A honra homenageia pessoas e instituições que contribuem para uma sociedade mais justa e igualitária. Dada sua atuação em defesa dos direitos da comunidade negra, o Governo do Estado do Rio de janeiro condecorou AfroReggae com o Diploma Zumbi dos Palmares (2006).
Em julho de 2008, o GCAR foi exaltado pela Mangueira, uma das mais reverenciadas agremiações do carnaval carioca, como “porta-voz das comunidades percussionistas e um exemplo de luta por um futuro melhor” e recebeu uma placa comemorativa aos trabalhos realizads ao longo desses 15 anos. A homenagem se deu na Feijoada da Mangueira, na quadra da verde-e-rosa, um dos eventos mais tradicionais da cidade.
Em agosto, Junior recebe a Medalha Pedro Ernesto, na sede da Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A indicação foi feita pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL/RJ).
Em 2009 foram três importantes reconhecimentos: o Prêmio Direitos Humanos, concedido pelo Governo Federal, uma medalha da Polícia Militar durante a comemoração dos seus 200 anos pela parceria entre as duas instituições. Além disso, Junior foi novamente considerado uma das 100 pessoas mais influentes do país, desta vez pela revista Época.
JUNIOR: UM LÍDER VENCEDOR
Jogar luz sobre as comunidades carentes que sobrevivem à margem das políticas governamentais, trazer seus problemas para o debate público e intervir na busca de soluções práticas e de fato eficazes, sem perder o foco na cultura, renderam homenagens nacionais e internacionais ao mentor e executor da maioria dos projetos do Grupo Cultural Afro Reggae. Junior, cujo trabalho por vezes se confunde com a própria instituição, é a personificação do GCAR.
Em 2005, foi agraciado com a Medalha Pedro Ernesto, concedida pela Câmara Municipal do Rio de janeiro, e com a Medalha do Mérito Segurança Pública do Governo do Estado, Grau Cavaleiro. No final do mesmo ano, seu nome figurou na lista dos 100 Brasileiros Geniais da Atualidade, elaborada pelos editores e repórteres do jornal O Globo.
Em 2006, ele foi eleito Jovem Líder para o Futuro Mundial no Fórum Econômico Mundial de Davos.No ano seguinte, em Tiradentes (MG), recebeu a Medalha Inconfidência, do Governo do Estado de Minas Gerais. O motivo: o projeto Juventude e Polícia, implementado em Belo Horizonte em 2004, que utiliza oficinas de música, teatro, dança, grafite e basquete para aproximar jovens e policiais militares da capital mineira e que já contém mais de mil componentes. Também em 2007, foi citado no rol das 100 Pessoas Mais Influentes do País, da Revista Isto é, e foi um dos três finalistas do Prêmio Trip Transformadores, categoria Saber, da Revista Trip. A matéria O mediador de conflitos, capa da Revista Veja Rio, em dezembro de 2006, rendeu à autora, a jornalista Karla Monteiro, o Prêmio Abril de Jornalismo 2007 na categoria Perfil. O texto conta a história do Afro Reggae através de passagens da vida de Junior, e vice-versa. Recheadas de depoimentos de parceiros e admiradores, as sete páginas deixam claro mais uma vez como é intrínseca a relação da instituição com o seu fundador.
