Ao desenvolver oficinas culturais para jovens moradores das favelas, o AfroReggae mira na violência e no narcotráfico e acerta, também, na descoberta de talentos ocultos e dons artísticos até então não revelados. Diante da diversidade de gêneros e da riqueza de material humano disponível, a instituição reuniu alunos com aptidões afins e criou projetos que pudessem aperfeiçoar suas habilidades específicas. Os 14 grupos artísticos do AfroReggae são o caminho natural dos alunos que se destacam nas oficinas de música, dança, percussão, teatro e circo.
Ao ingressar em um SubGrupo, o jovem passa à condição de bolsista. Em contrapartida, lhe são exigidos responsabilidade, disciplina, dedicação e compromisso com o projeto e com os demais integrantes. Considerando que a premissa do AfroReggae é utilizar a arte como instrumento contra a marginalidade, o papel dos SubGrupos, para estes jovens, vai muito além da faceta artística. O reconhecimento resulta no aumento da autoestima, na melhoria do convívio social e familiar e na consciência dos seus direitos e deveres na sociedade. Embora o AfroReggae estabeleça uma busca incessante pelo aperfeiçoamento artístico, visando a profissionalização, o objetivo maior da instituição é formar cidadãos.
Os SubGrupos constituem um conjunto de produtos institucionais que geram renda para os jovens e para a própria organização. A busca pela autosustentabilidade e a necessidade de gerenciar profissionalmente a carreira de cada SubGrupo levaram o GCAR a criar a produtora Afro Reggae Produções Artísticas (ARPA). De cada show ou espetáculo realizado, 30% dos recursos obtidos são revertidos para a instituição e reaplicado no aperfeiçoamento dos artistas.
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