Na Inglaterra, o conjunto de ações artístico-sociais recebeu o nome de Favela to The World, tradução do título do livro lançado por Jose Junior (Da favela para o mundo, Ediouro, 2006) que narra a história da instituição. As atividades são realizadas pelo GCAR em parceria com o Barbican Centre e com o People’s Palace Projects e terão continuidade até 2012, ano das Olimpíadas de Londres. O contrato bilateral inclui duas visitas anuais à Inglaterra, para avaliar os resultados das oficinas, a evolução comportamental e artística dos jovens e o desempenho dos multiplicadores, que passam por novas etapas de capacitação.
Na área social, a proposta é colocada em prática por intermédio do People’s Palace Projects, que, tal qual a co-irmã brasileira, utiliza a Arte para desencadear mudanças individuais e sociais em jovens pobres e sem perspectivas. Em Londres, as aulas acontecem no Arcola Theatre, Shoreditch Trust e nas escolas Hackney Free, Stoke Newington e Barbican. Nelas estudam adolescentes que vivem em áreas pobres, muitos deles imigrantes e/ou ligados à criminalidade e ao tráfico de drogas. Em Oxford e Manchester, as oficinas são no Oxford Dragons e no Contact Theatre, respectivamente.
No universo artístico, a interface é o Barbican Centre, com quem a Banda tem o compromisso de lançar um show por ano até 2012. Em 2007, as duas apresentações arrebataram não só a platéia de 1500 pessoas por noite como os severos críticos de música britânicos. O show Nenhum motivo explica a guerra foi agraciado com a cotação máxima de cinco estrelas pela crítica do Jornal The Independent, que classificou a Banda como um “supergrupo” e o show, ”brilhante”. O The Guardian se referiu à performance como “espetacular”. A Banda também fez uma apresentação no Oxford Town Hall, em Oxford, e duas no Contact Theatre, em Manchester.



